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HAJA LUZ

Andando num caminho solitário em busca do vazio, do nada, apenas sentindo cada vibração, em um tempo que não parece passar, parado nesse tempo, num espaço único e limitado, onde o sentido primordial, são as batidas de meu coração. Coração perdido, jogado, preso dentro do peito. Já não há mais emoção, só há vida aqui. Nada para dizer. Nada para calar, apesar de calado. Sem muitas necessidades. Perspectiva zero. Expectativa imobilizada pelo querer, que nada quer, pois não há desejos. Não há paixão, não há amor. Nada há. Não estou.  EU SOU! Ainda há o ego, sim, porém separado de mim. Minha imaginação está neutralizada. Não há vazio e por não haver, perco o objetivo de buscá-lo. Pereço na matéria, sobrevivo na essência. Não do que é essencial, mas daquilo que me une a minha alma. O que minha alma quer de mim? O mesmo que eu quero da minha alma. Ressoa um mantra em minha cabeça. Subentendi. Há percepção. Não há o sensorial. Um pequeno estalo no ar. Uma nova vida surge, de dentro para fora. Há um novo SER, transformado pela evolução mental e psíquica. Um ser que não mais poderá falar como falava. Não há metas. Não há necessidade. Há o servir. Há o infinito. Não há liberdade.  Há o sopro. Há a frequência. Não há dor, não há sofrimento. Pela LEI da TRADIÇÃO. Haja Luz!

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