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Filhos

Filhos chegam, filhos emocionam.
Filhos são o que esperamos, desde que nascem, até a maioridade.
A adolescência os torna diferente de quando criança.
A personalidade impera no mais rude toque.
Fazemos tudo por eles, sempre.
Eles acham os pais os melhores, ninguém melhor há.
Há os que perdem os filhos cedo demais.
Há os que nem podem tê-los, e levam essa dúvida do que são até a morte.
A aparência de que está tudo bem, serve de conforto.
A tristeza de saber que não está, amargura o peito.
Vivem como nós, mas não para nós.
Sempre serão crianças a nossos olhos.
Olham com os olhos da atualidade, os pais não.
Conceito, preconceito, moral e ética, filosofia do entendimento.
“A vida não é assim”. Sabedores do improvável.
Os caminhos são as provas. As experiências são a solução. 
Na mágoa, na discórdia, os sentimentos se embaraçam.
O ego cresce mais que a dor. 
O arrependimento vem tardio, junto com o reconhecimento.
“Queria tanto que o tempo voltasse”. 
O tempo! Segue junto, mas separado. Um aliado do bem.
O Amor também caminha, separado, porém junto.
A Vida segue. Logo serão pais, e se assim forem, tudo mudará.
Nesse novo estágio buscarão o que não encontravam antes.
Haverá o desejo de realizar o que não deram devida atenção.
Continuarão filhos, apesar de pais.
E assim é, até que deixe de ser. O subjugado se liberta.
Daí é pretérito. O que era confronto, hoje é conforto.
O mérito fica de consolo. 
Nada mais pode ser mudado. 
“Fiz o que pude”
Psicologia necessária, na posologia ideal.
Ah filhos.

Quem vocês são de fato?
Conte a seus pais. 
Passamos a Vida por saber e nunca entenderemos.
Sabemos o que significam, mas quem são de fato?
Um exercício do apego?
Um motivador da luta?
Um consolo de sentimentos?
Ou quem sabe, desde que nascem, uma razão de viver.
Que os amemos.
Que os ensinemos.
Que aprendamos com eles.
Só. 
Hoje só, queremos voltar no tempo. 
Haverá sempre do que nos arrependermos.
Ah o tempo, aliado agora do mal.
A velhice é inevitável.
A velhice não tem remédio.
Filhos envelhecem...


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ILUSÃO

Vento e brisa que o mar balança,

Faz de mim outra criança,

Diante de várias flores,

Diante da esperança.

Faz crescer o Amor,

Faz da tempestade

Uma força de vontade;

Faz de cada arma uma nova flor.

Desejo de Paz espiritual,

Faz crescer diante do mal;

SAL...cora minha pele;

GELE...Faz de mim

Um sonhador racional!

mendigo empobrecida
 

COMO SERÁ AMANHÃ?

Passa-se mais um dia e acordo feliz...
Parece que afastei-me dos momentos ruins.
Tudo para mim é maravilhoso.
O sol que para muitos é de um amarelo opaco,
Para mim torna-se de uma nitidez incrível;
Todos os segundos correm e as pessoas parecem dançar.
Uma dança bonita ao som do barulho das fábricas.
Todos correm em busca de seus objetivos.
Parece que estou no meio de gente do poder.
Afasto-me e procuro um lugar mais calmo.
Vejo um senhor que passa e peço um cigarro.
Gozado, eu pedi apenas um cigarro.
Que belo terno ele usava!
Dou mais uns passos, tropeço e caio.
Já não sou mais o mesmo.
Peç desculpas a uma moça que, com um sorriso me responde.
Este momento aumentou minha alegria,
Pois o sorriso da moça lembrou o de mamãe.
Desejo me sentar e alguém me chuta.
O homem me olha e peço desculpas. O que fazer...
Continuo minha caminhada e passo a passo,
Chego a um bar de esquina. Peço um lanche ao rapaz,
Ele me joga um copo d'agua e pede que eu me retire.
Ah Vida, vida maravilhosa! Adoro viver...
É maravilhoso ver o sorriso de uma criança, 
Adoro crianças. Sempre quis ter um filho. 
Mas não deu certo. Fico pensando no passado
Sempre que cai a noite. Lembro de uma garota
Que eu namorava na minha cidade. Adorava seus olhos.
Volto para casa, preciso descansar.
Do outro lado da rua vejo um moço, 
Que parece estar um pouco chateado.
O que será que se passa com ele?
Pôxa, ele deve trabalhar bastante,
Que belo carro ele tem. Talvez seja isso,
As preocupações deixam a gente de cabeça quente.
Passaram-se três horas e estou com fome.
O tempo voa e quase nem sentimos...
Acho que vou ao restaurante,
Quem sabe sobrou um pouco de comida.
"Moço, tem um pouco de comida?"
"Passa mais tarde que te arrumo".
Caminho até em casa e sento. Preciso descansar.
Mamãe era tão boa, gostava muito de mim.
Sempre que precisava de algo ela estava pronta a me servir.
Fiz de mim um adulto e tornei-me um tolo.
O que fazer? Um rapaz passa com roupa de mulher;
Bem que eu gostaria de ir ao baile que ele vai...
Preciso ir ao restaurante senão eu fico sem jantar.
Minha saúde já não é a mesma de antes.
Chego bem devagar; o porteiro me olha e pede que o espere.
Trouxe minha janta embrulhada: "Muito Obrigado"
Chego em casa um pouco tarde; mas que fome!
O que será que ele embrulhou? Pizzas?
Oh, arroz, feijão e batata com molho.
Está um pouco fria. Um rapaz passa, olha, ofereço-lhe um pouco.
Parece feliz. Sentou e comeu; e que fome!
Agradeceu, foi embora. Gozado, pensei que ganhara um amigo...
É hora de dormir, estou muito cansado.
Adoro viver. Acho a vida maravilhosa.
O que será que vou sonhar?
Um rapaz alto para e me olha.
Cai uma lágrima pelo seu rosto.
Dá-me uns trocados e sai sem nada dizer.
Como será amanhã?

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MÃE

Mãe, sinal de calor humano, 

Ama seus filhos sem desengano,

Muito faz por eles sem nada pedir,

Luta contra tudo e todos só para vê-los felizes.

Transmite amor com suaves palavras,

Que soam como uma cançaõ predileta,

Nem todos sentem o calor de seu abraço,

Abraço raro, que tem o carinho como meta.


Sabe amar sem explicar,

Vive a vida sem se decepcionar,

Pois tira proveito de todas as derrotas,

Conseguindo ser humilde,

Conseguindo ser sincera;

São poucos que possuem essa dádiva,

São poucos que vivem na espera.


Muito tempo procurei me encontrar,

Estava perdido, não conseguia chorar.

Sabe mãe, que foi no momento de maior humilhação, 

Momento triste, no qual recebi seus carinhos,

Que percebi o quanto me ama,

E que me encontrava em seu coração; Coração de mãe, quase sempre partido,

Pois seu amor é tanto que deixa marcas,

Marcas de sofrimento,

Mas que jamais o deixa corrompido.


Amor de mãe, sorriso nos lábios, 

Palavras bonitas ditas por um sábio,

Sábio com a sabedoria de um senhor, 

Com palavras aconchegantes,

Palavras que transmitem calor.

Passa por atropelos;

Cada novo instante, um novo pesadelo;

Tira proveito da dor,

Usando-a para o bem;

Faz tudo pelos filhos, 

Sem ligar sequer prum vintém.

Sabe mãe, a cada instante novo mais consigo lutar,

Mais aprendo a amar,

Pois estou contigo a cada momento,

Só tu me inspiras a viver,

Obrigado por me ensinar!

Obrigado por com você aprender!

OBRIGADO MÃE!!!

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DEMÊNCIA

Insano, Profano,

             Insaniedade,

             Ansiedade.

Desejo de rogo, 

Para mudanças radicais;

Inalterável conjuntura

Pela qual somos

Impostos pela sociedade;

MALDADE!!!

Sociedade Ilustrada,

Puro Sarcasmo.

Apenas nos iliça

Com pensamentos,

Estes sim insanos, 

E de pouca humildade;

AUTO-IMAGEM ILUDENTE,

QUE NOS FAZ

PUROS ILOTAS

IDIOTAS!!!